Templo de A-Má

Horário de funcionamento

07:00 - 18:00 horas

Introdução

O Templo de A-Má já existia antes do estabelecimento da cidade de Macau. Crê-se que o nome "Macau" tenha derivado do chinês "A-Ma-Gau", que significa "Baía de A-Má", onde está situado o templo com o mesmo nome. O Templo de A-Má localiza-se a meio da encosta poente da Colina da Barra. É composto pelo Pavilhão do Pórtico, o Arco Memorial, o Pavilhão de Orações, o Pavilhão da Benevolência, o Pavilhão de Guanyin e o Pavilhão Budista Zhengjiao Chanlin, cada um contribuindo para este conjunto bem ordenado, em perfeita harmonia com o ambiente natural. Os vários pavilhões são dedicados à veneração de diferentes divindades, formando um complexo único, o que faz do Templo de A-Má um caso exemplar da cultura chinesa inspirada pelo confucionismo, pelo tauismo, pelo budismo e por múltiplas crenças populares.

Os vários pavilhões do Templo de A-Má foram construídos em diferentes épocas, sendo que a sua configuração actual data de 1828. O Pavilhão da Benevolência julga- -se pertencer à estrutura original, com data de 1488. O Pavilhão de Orações, também conhecido por "Primeiro Palácio da Montanha Sagrada", foi construído em 1605 e reconstruído em 1629, conforme indicam inscrições em pedra aí encontradas. A data da construção do Pavilhão de Guanyin é desconhecida, mas uma inscrição encontrada numa placa de madeira, na zona de entrada, regista a data da restauração, realizada no ano de 1828. O Pavilhão Budista de Zhengjiao Chanlin foi restaurado nesse mesmo ano.

Guardado por um par de leões em pedra, o Pavilhão do Pórtico é uma estrutura em granito que mede 4,5 m de largura. As decorações de figuras de animais em cerâmica que se podem observar na cumeeira do templo e nos beirais do telhado de pontas levantadas, conferem a esta estrutura um perfil muito distinto. No eixo da porta principal encontra-se uma sucessão de pavilhões com o mesmo alinhamento, começando pelo Arco Memorial (Pilou) que conduz ao Pavilhão de Orações, situado em frente ao Pavilhão da Benevolência. O Pavilhão de Orações, dedicado a Tian Hou (Deusa dos Navegantes), é uma estrutura em granito com janelas gradeadas e telhado de beirais de pontas levantadas. O Pavilhão da Benevolência, também de granito e tijolo, é bastante menor em dimensão, tendo sido construído por forma a tirar proveito do declive natural da encosta da Colina da Barra. Tal como o Pavilhão de Orações, o telhado é coberto de telhas verdes vidradas e beirais decorativos. Mais acima, na Colina da Barra, encontra-se o Pavilhão de Guanyin, uma estrutura em tijolo, na tradição yingshan (telhado de duas águas). Comparativamente, o Pavilhão de Zhengjiao Chanlin possui detalhes arquitectónicos mais refinados e uma dimensão mais notável. É constituído por um santuário dedicado a Tian Hou e uma área de retiro com telhado ao estilo yingshan. O santuário é uma estrutura de quatro pilares, fechados por paredes com acabamento vidrado, com a finalidade de proteger contra o risco de incêndio. A fachada frontal possui uma porta em forma de lua, enfeitada em granito e ricamente decorada com esculturas policromadas e delicados ornamentos sob os beirais.


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Fachada Poente do Pavilhão do Pórtico

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Fachada Poente do Pavilhão Budista Zhengjiao Chanlin